A Paraíba receberá R$ 1,1 bilhão do Fundo
Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para investimentos em setores
como agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio,
serviços e infraestrutura. Os recursos são administrados pelo Ministério do
Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio de bancos públicos.
A
prioridade de acesso aos recursos é voltada a atividades produtivas de mini,
micro, pequenos e pequenos-médios produtores – rurais e urbanos – nos nove
estados nordestinos e no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Do total,
R$ 19 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) serão
diretamente destinados a investimentos nas unidades federativas. A proporção é
de 5% para Alagoas; 21% para a Bahia; 14% ao Ceará; 3% para o Espírito Santo;
10% ao Maranhão; 6% para Minas Gerais; 6% para a Paraíba; 14% para Pernambuco;
10% ao Piauí; 6% para o Rio Grande do Norte; e 5% para Sergipe.
O setor de
infraestrutura nordestino terá acesso a R$ 10,23 bilhões. Os valores poderão
ser utilizados, por exemplo, em plantas de geração de energia elétrica
renovável e construção de estradas e ferrovias.
Ao todo, o
investimento a empreendedores e produtores rurais do Norte, Nordeste e
Centro-Oeste será de R$ 46,3 bilhões oriundos dos Fundos Constitucionais no ano
de 2020. Embora as operações de crédito sejam voltadas, prioritariamente, a
atividades de pequeno e médio porte, também são asseguradas condições atrativas
de financiamento a grandes investidores.
Condições atrativas
Os Fundos
Constitucionais foram criados para implementar a política de desenvolvimento
regional e reduzir as desigualdades entre as diferentes áreas do País. As
operações de crédito possibilitam, em condições atrativas, o financiamento de
projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das
atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais
relacionados à administração – aluguel, folha de pagamento, despesas com água,
energia e telefone. Para o setor rural, as taxas de juros são as mais baixas de
mercado e contemplam agricultores familiares por meio do Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Para ter
acesso ao financiamento, interessados devem procurar os bancos públicos
operadores do crédito: o Banco do Brasil atende o Centro-Oeste, o Banco do
Nordeste é o responsável na região homônima, enquanto o Banco da Amazônia opera
na região Norte.
MaisPB com o furacão da notícia
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